O Natal faz-me lembrar brinquedos e jogos. Jogos, lembram-me o famoso "Monopólio".
Uns mais que outros, os jogos têm uma função pedagógica subjacente. No caso do "Monopólio", não percebi qual é o benefício para as crianças. Vão aprender o quê? O que é que o inventor do jogo (aposto que foi um SOB de um americano!) pretendia? Ensinar as crianças a serem tremendamente gananciosas e egoístas? Olhando a sociedade actual, diria que ele foi bem sucedido...
Da minha parte, e aproveitando a época nataleira, apelo simbolicamente ao boicote pois este jogo transmite valores totalmente opostos aos que eu, convictamente, defendo que devem ser transmitidos às nossas crianças.
A autoridade responsável, à semelhança de alguns jogos de vídeo, deveria classificar o "Monopólio" como sendo para maiores de 18 anos. Talvez assim minimizasse os danos.
24 novembro 2009
15 novembro 2009
"Andamos a venerar o Deus errado"
Há décadas que me apercebi disto, e como eu, milhões de outras pessoas, certamente. A diferença é que este grande Senhor, que surpreendentemente também é um grande empresário, consegue expor o problema com uma precisão extraordinária. Infelizmente, pouco tempo depois de ter dado esta entrevista (há 15 anos!), um cancro fulminante retirou-lhe a oportunidade de confirmar que as suas opiniões estavam correctas.
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
14 novembro 2009
Obedecer?
«Civil disobedience is not our problem. Our problem is civil obedience. Our problem is that people all over the world have obeyed the dictates of leaders…and millions have been killed because of this obedience…Our problem is that people are obedient allover the world in the face of poverty and starvation and stupidity, and war, and cruelty. Our problem is that people are obedient while the jails are full of petty thieves… (and) the grand thieves are running the country. That’s our problem.»
Howard Zinn
(Tradução livre:
A desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo tem obedecido aos líderes... e milhões têm sido mortos por obedecerem... O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo obedecem face à pobreza, à fome, à estupidez, à guerra e à crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes e as prisões estão cheias de pequenos ladrões... (e) os grandes ladrões vão conduzindo o país. Esse é o nosso problema.)
Nota: Um verdadeiro incitador não podia deixar de publicar aqui esta luminosa citação.
Howard Zinn
(Tradução livre:
A desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo tem obedecido aos líderes... e milhões têm sido mortos por obedecerem... O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo obedecem face à pobreza, à fome, à estupidez, à guerra e à crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes e as prisões estão cheias de pequenos ladrões... (e) os grandes ladrões vão conduzindo o país. Esse é o nosso problema.)
Nota: Um verdadeiro incitador não podia deixar de publicar aqui esta luminosa citação.
Combater a Realidade Existente
«You never change things by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete.»
Buckminster Fuller
(Tradução livre:
Não se altera nada combatendo a realidade existente. Para alterar uma coisa, é necessário construir um novo modelo que torne o anterior obsoleto.)
Buckminster Fuller
(Tradução livre:
Não se altera nada combatendo a realidade existente. Para alterar uma coisa, é necessário construir um novo modelo que torne o anterior obsoleto.)
29 setembro 2009
Porque é que as Sociedades Entram em Colapso
Quem quiser aprofundar o tema pode ler o livro que deu origem à palestra:
"Colapso", Jared Diamond (Gradiva)
25 agosto 2009
Transporte aéreo
Em tempo de férias, é difícil não reparar na importância que tem o transporte aéreo, actualmente. De acordo com os dados do INE, entre 2004 e 2008, "o movimento de aeronaves apresentou uma tendência estável de crescimento, na ordem dos 3%, em termos médios anuais." Nesse intervalo, aproximadamente 80% dos passageiros eram estrangeiros. Estes dados, só por si, quase me convenciam a apoiar a decisão de construir um novo aeroporto internacional de Lisboa. Afinal, como se sabe, uma fatia apreciável da riqueza nacional resulta do turismo.
Posto isto, tudo parece bem encaminhado.

Acontece que, num futuro próximo, parece-me óbvio que não será possível manter o actual nível de tráfego aéreo. Com a inevitável tendência de aumento do preço do petróleo, as viagens tornar-se-ão cada vez mais dispendiosas. Por outro lado, não creio que seja tecnicamente possível, num curto espaço de tempo, substituir o combustível dos aviões. (No transporte rodoviário e ferroviário a questão é menos problemática.)
Perante este cenário levanto algumas questões:
- Fará sentido investir milhões em novos aeroportos?
- Que impacto terá na economia portuguesa a redução do número de passageiros/turistas?
- Valerá a pena sacrificar recursos naturais com, por exemplo, a construção de campos de golf sabendo que será fortemente reduzido o número de turistas a procurá-los?
Posto isto, tudo parece bem encaminhado.

Acontece que, num futuro próximo, parece-me óbvio que não será possível manter o actual nível de tráfego aéreo. Com a inevitável tendência de aumento do preço do petróleo, as viagens tornar-se-ão cada vez mais dispendiosas. Por outro lado, não creio que seja tecnicamente possível, num curto espaço de tempo, substituir o combustível dos aviões. (No transporte rodoviário e ferroviário a questão é menos problemática.)
Perante este cenário levanto algumas questões:
- Fará sentido investir milhões em novos aeroportos?
- Que impacto terá na economia portuguesa a redução do número de passageiros/turistas?
- Valerá a pena sacrificar recursos naturais com, por exemplo, a construção de campos de golf sabendo que será fortemente reduzido o número de turistas a procurá-los?
21 agosto 2009
Conciliar o Inconciliável

Por vezes, deparamos-nos com a obra de pessoas que parecem conseguir conciliar o que, até aí, parecia inconciliável. No livro «Cradle to Cradle», do arquitecto americano W. McDonough e do químico alemão M. Braungart, demonstram clara e brilhantemente como devemos repensar a forma como fazemos as coisas. Eles demonstram-nos, por exemplo, como a industria não tem necessariamente que ser prejudicial para o ambiente, e como, se as coisas forem feitas da forma correcta, não há necessidade de promover a redução do seu consumo de modo a proteger o ambiente. Eu diria que, em certa medida, eles tornam obsoleto o famoso conceito dos 3 Rs.
É leitura imprescindível por todos os arquitectos, engenheiros, designers e restantes profissionais com a responsabilidade de especificar matérias e processos de produção, em qualquer ramo da industria.
E, já agora, espreite este trailer do filme: "The Next Industrial Revolution".
Nota: Não existe edição em Português.
A versão original, está escrita num inglês muito acessível.
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O Curso do Crash
O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.
