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24 setembro 2013

Promotor do desenvolvimento?!

«Se uma pessoa destrói alguma coisa feita pelo Homem, chamam-lhe vândalo; se destrói algo insubstituível feito por Deus, chamam-lhe promotor do desenvolvimento (developer).»

Joseph Wood Krutch
1893-1970

21 outubro 2012

Colapso

Este filme/documentário da National Geographic é baseado no livro* com o mesmo nome escrito por Jared Diamond e explica porque razão algumas sociedades do passado colapsaram e desapareceram. Estará a nossa sociedade actual a tomar as medidas necessárias para evitar o mesmo destino?...


Colapso - Collapse (2010) (NATIONAL GEOGRAPHIC) LEGENDADO PT from MDDVTM TV7 on Vimeo.


*- Colecção Trajectos da editora Gradiva.
Capa:

29 janeiro 2010

A Escravidão da Dívida

«É necessário compreender claramente que a própria dívida é uma ferramenta muito activa de controlo social, mas não da forma mais esperada. Num Sistema Monetário, toda a estrutura se baseia na participação humana. A estrutura é sempre hierárquica, pelo que os que estão no topo da pirâmide beneficiam sempre mais que os que se encontram mais abaixo. Mantendo as pessoas motivadas para terem empregos e com medo de os perderem torna-as subservientes, circunstâncias muito positivas para quem está no topo. Um pessoa, que "precisa" de um emprego, está mais sujeita a ter um vencimento baixo e é menos provável que cause problemas.
Uma das formas mais eficazes de pôr as pessoas a trabalhar e a manterem-se subordinadas é colocá-las na situação de devedoras. Uma pessoa muito endividada será muito mais submissa para com o sistema do que uma pessoa sem empréstimos ou dívidas por pagar. Este mecanismo de "Escravidão da Dívida" é pouco falado e pouca gente chega a pensar nisto. Teoricamente, cada dólar existente tem de ser devolvido ao sistema bancário e, para que isso aconteça, ele tem de ser "ganho" pela parte devedora, normalmente sob a forma de "vencimento" ou "lucro", requerendo um serviço/servidão humano.»
Tradução livre de um excerto do manual do movimento Zeitgeist

Ainda sobre o mesmo assunto, recomendo que veja o seguinte filme (12min).
(Debt=Dívida)




Deveríamos estar conscientes desta realidade antes de recorrermos ao crédito.
(Os valores apresentados no filme são referentes aos EUA mas todo o conteúdo é merecedor da nossa atenção. Além disso, se os EUA se tornarem insolventes, desconfio que será difícil evitar um "efeito dominó" que atingirá muitos outros países.)

03 dezembro 2009

A Lingoa Purteguesa


Quem conhece este blogue, certamente que sabe o que eu penso sobre a competitividade, o crescimento económico, etc. Ainda assim, apetece-me afirmar que acho que a nossa língua é um grande obstáculo ao desenvolvimento deste país. Porquê? Porque é excessivamente complexa e porque obriga a decorar muitas regras e excepções. Consequentemente, torna-se uma ferramenta deficientemente dominada pela grande maioria da nossa população que, como é sabido, é pouco escolarizada.

Quando comparada com a língua inglesa, por exemplo, verificamos que a nossa é tão complexa que apenas pode ser dominada por pessoas com um nível cultural médio/elevado. Contrariamente, é frequente ouvirmos um americano ou um britânico, pouco instruído, a expressar-se e a utilizar eficazmente a sua língua materna.

Como se não bastasse a complexidade natural da língua, acho que ela é ensinada de forma pouco adequada. O principal objectivo do ensino da nossa língua, deve ser o de facultar às crianças uma ferramenta prática e não o de formar intelectuais, como parece ser a intenção dos programas de ensino.

Por outras palavras:
Eu sei conduzir um automóvel...e não sei nada de mecânica;
Sei utilizar um computador...e não sei nada de electrónica;
Sei utilizar razoavelmente a língua portuguesa e confesso que não faço ideia do que é o gerúndio, o pretérito imperfeito ou que é uma palavra esdrúxula. (Aliás, sempre me esforcei para não decorar esse tipo de informação que considero inútil!)

15 novembro 2009

"Andamos a venerar o Deus errado"

Há décadas que me apercebi disto, e como eu, milhões de outras pessoas, certamente. A diferença é que este grande Senhor, que surpreendentemente também é um grande empresário, consegue expor o problema com uma precisão extraordinária. Infelizmente, pouco tempo depois de ter dado esta entrevista (há 15 anos!), um cancro fulminante retirou-lhe a oportunidade de confirmar que as suas opiniões estavam correctas.

Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)

07 junho 2009

Evolução e Progresso

Todos sabemos o quanto a humanidade evoluiu nas últimas décadas. As telecomunicações, por exemplo, só nos últimos 30 ou 40 anos, evoluíram tanto quanto da pré-história até a essa data. Os cuidados médicos, são outro exemplo de enorme sucesso tendo permitido, a quem a eles tem acesso, um enorme aumento da esperança de vida.

Há, no entanto, uma questão que deve ser colocada: Terá havido progresso? Nos exemplos que referi, certamente que houve. No entanto, para mim, o progresso é evolução no bom sentido, sem os efeitos secundários tão negativos como as alterações climáticas, a destruição em larga escala de recursos naturais, a redução da biodiversidade, a desertificação, o aumento das desigualdades sociais entre outros graves problemas exclusivamente imputáveis ao Homem.












Estou convencido de que, para humanidade conseguir alcançar o progresso de forma generalizada, será necessário redefinir os valores que a têm orientado. Quando cada pessoa souber distinguir o que é verdadeiramente importante do que é supérfluo, e passar a agir em conformidade, o verdadeiro progresso acontecerá.

O Curso do Crash

O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.



PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.