«Se uma pessoa destrói alguma coisa feita pelo Homem, chamam-lhe vândalo; se destrói algo insubstituível feito por Deus, chamam-lhe promotor do desenvolvimento (developer).»
Joseph Wood Krutch
1893-1970
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24 setembro 2013
21 outubro 2012
Colapso
Este filme/documentário da National Geographic é baseado no livro* com o mesmo nome escrito por Jared Diamond e explica porque razão algumas sociedades do passado colapsaram e desapareceram. Estará a nossa sociedade actual a tomar as medidas necessárias para evitar o mesmo destino?...
*- Colecção Trajectos da editora Gradiva.
Capa:
Colapso - Collapse (2010) (NATIONAL GEOGRAPHIC) LEGENDADO PT from MDDVTM TV7 on Vimeo.
*- Colecção Trajectos da editora Gradiva.
Capa:
10 julho 2012
Entrevista a Vandana Shiva
Não sei pelo que espera a Fundação Nobel. Seria um merecido prémio...
Vandana Shiva O TEMPO E O MODO (RTP 2012) from santiago muhape on Vimeo.
Vandana Shiva O TEMPO E O MODO (RTP 2012) from santiago muhape on Vimeo.
23 dezembro 2011
29 janeiro 2010
A Escravidão da Dívida
«É necessário compreender claramente que a própria dívida é uma ferramenta muito activa de controlo social, mas não da forma mais esperada. Num Sistema Monetário, toda a estrutura se baseia na participação humana. A estrutura é sempre hierárquica, pelo que os que estão no topo da pirâmide beneficiam sempre mais que os que se encontram mais abaixo. Mantendo as pessoas motivadas para terem empregos e com medo de os perderem torna-as subservientes, circunstâncias muito positivas para quem está no topo. Um pessoa, que "precisa" de um emprego, está mais sujeita a ter um vencimento baixo e é menos provável que cause problemas.
Uma das formas mais eficazes de pôr as pessoas a trabalhar e a manterem-se subordinadas é colocá-las na situação de devedoras. Uma pessoa muito endividada será muito mais submissa para com o sistema do que uma pessoa sem empréstimos ou dívidas por pagar. Este mecanismo de "Escravidão da Dívida" é pouco falado e pouca gente chega a pensar nisto. Teoricamente, cada dólar existente tem de ser devolvido ao sistema bancário e, para que isso aconteça, ele tem de ser "ganho" pela parte devedora, normalmente sob a forma de "vencimento" ou "lucro", requerendo um serviço/servidão humano.»
Tradução livre de um excerto do manual do movimento Zeitgeist
Ainda sobre o mesmo assunto, recomendo que veja o seguinte filme (12min).
(Debt=Dívida)
Deveríamos estar conscientes desta realidade antes de recorrermos ao crédito.
(Os valores apresentados no filme são referentes aos EUA mas todo o conteúdo é merecedor da nossa atenção. Além disso, se os EUA se tornarem insolventes, desconfio que será difícil evitar um "efeito dominó" que atingirá muitos outros países.)
Uma das formas mais eficazes de pôr as pessoas a trabalhar e a manterem-se subordinadas é colocá-las na situação de devedoras. Uma pessoa muito endividada será muito mais submissa para com o sistema do que uma pessoa sem empréstimos ou dívidas por pagar. Este mecanismo de "Escravidão da Dívida" é pouco falado e pouca gente chega a pensar nisto. Teoricamente, cada dólar existente tem de ser devolvido ao sistema bancário e, para que isso aconteça, ele tem de ser "ganho" pela parte devedora, normalmente sob a forma de "vencimento" ou "lucro", requerendo um serviço/servidão humano.»
Tradução livre de um excerto do manual do movimento Zeitgeist
Ainda sobre o mesmo assunto, recomendo que veja o seguinte filme (12min).
(Debt=Dívida)
Deveríamos estar conscientes desta realidade antes de recorrermos ao crédito.
(Os valores apresentados no filme são referentes aos EUA mas todo o conteúdo é merecedor da nossa atenção. Além disso, se os EUA se tornarem insolventes, desconfio que será difícil evitar um "efeito dominó" que atingirá muitos outros países.)
03 dezembro 2009
A Lingoa Purteguesa
Quem conhece este blogue, certamente que sabe o que eu penso sobre a competitividade, o crescimento económico, etc. Ainda assim, apetece-me afirmar que acho que a nossa língua é um grande obstáculo ao desenvolvimento deste país. Porquê? Porque é excessivamente complexa e porque obriga a decorar muitas regras e excepções. Consequentemente, torna-se uma ferramenta deficientemente dominada pela grande maioria da nossa população que, como é sabido, é pouco escolarizada.
Quando comparada com a língua inglesa, por exemplo, verificamos que a nossa é tão complexa que apenas pode ser dominada por pessoas com um nível cultural médio/elevado. Contrariamente, é frequente ouvirmos um americano ou um britânico, pouco instruído, a expressar-se e a utilizar eficazmente a sua língua materna.
Como se não bastasse a complexidade natural da língua, acho que ela é ensinada de forma pouco adequada. O principal objectivo do ensino da nossa língua, deve ser o de facultar às crianças uma ferramenta prática e não o de formar intelectuais, como parece ser a intenção dos programas de ensino.
Por outras palavras:
Eu sei conduzir um automóvel...e não sei nada de mecânica;
Sei utilizar um computador...e não sei nada de electrónica;
Sei utilizar razoavelmente a língua portuguesa e confesso que não faço ideia do que é o gerúndio, o pretérito imperfeito ou que é uma palavra esdrúxula. (Aliás, sempre me esforcei para não decorar esse tipo de informação que considero inútil!)
Quando comparada com a língua inglesa, por exemplo, verificamos que a nossa é tão complexa que apenas pode ser dominada por pessoas com um nível cultural médio/elevado. Contrariamente, é frequente ouvirmos um americano ou um britânico, pouco instruído, a expressar-se e a utilizar eficazmente a sua língua materna.
Como se não bastasse a complexidade natural da língua, acho que ela é ensinada de forma pouco adequada. O principal objectivo do ensino da nossa língua, deve ser o de facultar às crianças uma ferramenta prática e não o de formar intelectuais, como parece ser a intenção dos programas de ensino.
Por outras palavras:
Eu sei conduzir um automóvel...e não sei nada de mecânica;
Sei utilizar um computador...e não sei nada de electrónica;
Sei utilizar razoavelmente a língua portuguesa e confesso que não faço ideia do que é o gerúndio, o pretérito imperfeito ou que é uma palavra esdrúxula. (Aliás, sempre me esforcei para não decorar esse tipo de informação que considero inútil!)
15 novembro 2009
"Andamos a venerar o Deus errado"
Há décadas que me apercebi disto, e como eu, milhões de outras pessoas, certamente. A diferença é que este grande Senhor, que surpreendentemente também é um grande empresário, consegue expor o problema com uma precisão extraordinária. Infelizmente, pouco tempo depois de ter dado esta entrevista (há 15 anos!), um cancro fulminante retirou-lhe a oportunidade de confirmar que as suas opiniões estavam correctas.
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
07 junho 2009
Evolução e Progresso
Todos sabemos o quanto a humanidade evoluiu nas últimas décadas. As telecomunicações, por exemplo, só nos últimos 30 ou 40 anos, evoluíram tanto quanto da pré-história até a essa data. Os cuidados médicos, são outro exemplo de enorme sucesso tendo permitido, a quem a eles tem acesso, um enorme aumento da esperança de vida.
Há, no entanto, uma questão que deve ser colocada: Terá havido progresso? Nos exemplos que referi, certamente que houve. No entanto, para mim, o progresso é evolução no bom sentido, sem os efeitos secundários tão negativos como as alterações climáticas, a destruição em larga escala de recursos naturais, a redução da biodiversidade, a desertificação, o aumento das desigualdades sociais entre outros graves problemas exclusivamente imputáveis ao Homem.
Estou convencido de que, para humanidade conseguir alcançar o progresso de forma generalizada, será necessário redefinir os valores que a têm orientado. Quando cada pessoa souber distinguir o que é verdadeiramente importante do que é supérfluo, e passar a agir em conformidade, o verdadeiro progresso acontecerá.
Há, no entanto, uma questão que deve ser colocada: Terá havido progresso? Nos exemplos que referi, certamente que houve. No entanto, para mim, o progresso é evolução no bom sentido, sem os efeitos secundários tão negativos como as alterações climáticas, a destruição em larga escala de recursos naturais, a redução da biodiversidade, a desertificação, o aumento das desigualdades sociais entre outros graves problemas exclusivamente imputáveis ao Homem.
Estou convencido de que, para humanidade conseguir alcançar o progresso de forma generalizada, será necessário redefinir os valores que a têm orientado. Quando cada pessoa souber distinguir o que é verdadeiramente importante do que é supérfluo, e passar a agir em conformidade, o verdadeiro progresso acontecerá.
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O Curso do Crash
O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.


