Como cidadão e especialmente como pai, sinto o dever e a responsabilidade de demonstrar aos meus filhos que o caminho trilhado pelas últimas gerações anteriores não pode ser mantido. Temos de deixar de perseguir o "sonho americano". Esse sonho conduz-nos ao pesadelo, num futuro próximo. Temos de refazer completamente os nossos estilos de vida. Quase tudo nas nossas vidas terá de ser alterado por forma a conseguirmos fazer a transição urgente e necessária minimizando o desconforto que ela poderá acarretar.
Olhando à minha volta, sinto claramente que pertenço a uma minoria demasiado pequena para, por si só, conseguir que essa mudança ocorra. Neste momento, acho que só um acontecimento grandioso e de impacto muito negativo, poderá "incentivar" a sociedade a seguir por caminhos com futuro. (Embora eu acredite que, durante o meu tempo de vida, a Humanidade vá melhorar muito, também acredito que, para lá chegar, irá ter de passar por algo de muito trágico. No pain, no gain.)
Os sinais são muitos, a informação disponível é cada vez mais abundante, no entanto, parece haver uma "miopia" generalizada que impede as pessoas de se aperceberem dos efeitos negativos causados pelos seus pequenos actos do dia-a-dia.
É necessário:
1. Ouvir/ler os muitos alertas que nos chegam;
2. Reconhecer a necessidade urgente de agir;
3. Planear as acções a tomar a nível pessoal/familiar;
4. Implementar o plano traçado/Iniciar uma transição.
(Dito assim, até parece fácil...!)
11 dezembro 2009
03 dezembro 2009
A Lingoa Purteguesa
Quem conhece este blogue, certamente que sabe o que eu penso sobre a competitividade, o crescimento económico, etc. Ainda assim, apetece-me afirmar que acho que a nossa língua é um grande obstáculo ao desenvolvimento deste país. Porquê? Porque é excessivamente complexa e porque obriga a decorar muitas regras e excepções. Consequentemente, torna-se uma ferramenta deficientemente dominada pela grande maioria da nossa população que, como é sabido, é pouco escolarizada.
Quando comparada com a língua inglesa, por exemplo, verificamos que a nossa é tão complexa que apenas pode ser dominada por pessoas com um nível cultural médio/elevado. Contrariamente, é frequente ouvirmos um americano ou um britânico, pouco instruído, a expressar-se e a utilizar eficazmente a sua língua materna.
Como se não bastasse a complexidade natural da língua, acho que ela é ensinada de forma pouco adequada. O principal objectivo do ensino da nossa língua, deve ser o de facultar às crianças uma ferramenta prática e não o de formar intelectuais, como parece ser a intenção dos programas de ensino.
Por outras palavras:
Eu sei conduzir um automóvel...e não sei nada de mecânica;
Sei utilizar um computador...e não sei nada de electrónica;
Sei utilizar razoavelmente a língua portuguesa e confesso que não faço ideia do que é o gerúndio, o pretérito imperfeito ou que é uma palavra esdrúxula. (Aliás, sempre me esforcei para não decorar esse tipo de informação que considero inútil!)
Quando comparada com a língua inglesa, por exemplo, verificamos que a nossa é tão complexa que apenas pode ser dominada por pessoas com um nível cultural médio/elevado. Contrariamente, é frequente ouvirmos um americano ou um britânico, pouco instruído, a expressar-se e a utilizar eficazmente a sua língua materna.
Como se não bastasse a complexidade natural da língua, acho que ela é ensinada de forma pouco adequada. O principal objectivo do ensino da nossa língua, deve ser o de facultar às crianças uma ferramenta prática e não o de formar intelectuais, como parece ser a intenção dos programas de ensino.
Por outras palavras:
Eu sei conduzir um automóvel...e não sei nada de mecânica;
Sei utilizar um computador...e não sei nada de electrónica;
Sei utilizar razoavelmente a língua portuguesa e confesso que não faço ideia do que é o gerúndio, o pretérito imperfeito ou que é uma palavra esdrúxula. (Aliás, sempre me esforcei para não decorar esse tipo de informação que considero inútil!)
24 novembro 2009
Monopólio
O Natal faz-me lembrar brinquedos e jogos. Jogos, lembram-me o famoso "Monopólio".
Uns mais que outros, os jogos têm uma função pedagógica subjacente. No caso do "Monopólio", não percebi qual é o benefício para as crianças. Vão aprender o quê? O que é que o inventor do jogo (aposto que foi um SOB de um americano!) pretendia? Ensinar as crianças a serem tremendamente gananciosas e egoístas? Olhando a sociedade actual, diria que ele foi bem sucedido...
Da minha parte, e aproveitando a época nataleira, apelo simbolicamente ao boicote pois este jogo transmite valores totalmente opostos aos que eu, convictamente, defendo que devem ser transmitidos às nossas crianças.
A autoridade responsável, à semelhança de alguns jogos de vídeo, deveria classificar o "Monopólio" como sendo para maiores de 18 anos. Talvez assim minimizasse os danos.
Uns mais que outros, os jogos têm uma função pedagógica subjacente. No caso do "Monopólio", não percebi qual é o benefício para as crianças. Vão aprender o quê? O que é que o inventor do jogo (aposto que foi um SOB de um americano!) pretendia? Ensinar as crianças a serem tremendamente gananciosas e egoístas? Olhando a sociedade actual, diria que ele foi bem sucedido...
Da minha parte, e aproveitando a época nataleira, apelo simbolicamente ao boicote pois este jogo transmite valores totalmente opostos aos que eu, convictamente, defendo que devem ser transmitidos às nossas crianças.
A autoridade responsável, à semelhança de alguns jogos de vídeo, deveria classificar o "Monopólio" como sendo para maiores de 18 anos. Talvez assim minimizasse os danos.
15 novembro 2009
"Andamos a venerar o Deus errado"
Há décadas que me apercebi disto, e como eu, milhões de outras pessoas, certamente. A diferença é que este grande Senhor, que surpreendentemente também é um grande empresário, consegue expor o problema com uma precisão extraordinária. Infelizmente, pouco tempo depois de ter dado esta entrevista (há 15 anos!), um cancro fulminante retirou-lhe a oportunidade de confirmar que as suas opiniões estavam correctas.
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
Retive este excerto (tradução livre):
«Na nossa sociedade moderna, tudo se baseia na melhoria dos indicadores económicos. Como é que obtemos maior crescimento económico? Como é que fazemos crescer o PIB? E o resultado é que estamos a destruir a estabilidade das nossas sociedades, porque andamos a venerar o Deus errado: O Indicador Económico»
Sir James Goldsmith
(Foi membro do Parlamento Europeu)
14 novembro 2009
Obedecer?
«Civil disobedience is not our problem. Our problem is civil obedience. Our problem is that people all over the world have obeyed the dictates of leaders…and millions have been killed because of this obedience…Our problem is that people are obedient allover the world in the face of poverty and starvation and stupidity, and war, and cruelty. Our problem is that people are obedient while the jails are full of petty thieves… (and) the grand thieves are running the country. That’s our problem.»
Howard Zinn
(Tradução livre:
A desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo tem obedecido aos líderes... e milhões têm sido mortos por obedecerem... O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo obedecem face à pobreza, à fome, à estupidez, à guerra e à crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes e as prisões estão cheias de pequenos ladrões... (e) os grandes ladrões vão conduzindo o país. Esse é o nosso problema.)
Nota: Um verdadeiro incitador não podia deixar de publicar aqui esta luminosa citação.
Howard Zinn
(Tradução livre:
A desobediência civil não é o nosso problema. O nosso problema é a obediência civil. O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo tem obedecido aos líderes... e milhões têm sido mortos por obedecerem... O nosso problema é que as pessoas por todo o mundo obedecem face à pobreza, à fome, à estupidez, à guerra e à crueldade. O nosso problema é que as pessoas são obedientes e as prisões estão cheias de pequenos ladrões... (e) os grandes ladrões vão conduzindo o país. Esse é o nosso problema.)
Nota: Um verdadeiro incitador não podia deixar de publicar aqui esta luminosa citação.
Combater a Realidade Existente
«You never change things by fighting the existing reality. To change something, build a new model that makes the existing model obsolete.»
Buckminster Fuller
(Tradução livre:
Não se altera nada combatendo a realidade existente. Para alterar uma coisa, é necessário construir um novo modelo que torne o anterior obsoleto.)
Buckminster Fuller
(Tradução livre:
Não se altera nada combatendo a realidade existente. Para alterar uma coisa, é necessário construir um novo modelo que torne o anterior obsoleto.)
29 setembro 2009
Porque é que as Sociedades Entram em Colapso
Quem quiser aprofundar o tema pode ler o livro que deu origem à palestra:
"Colapso", Jared Diamond (Gradiva)
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O Curso do Crash
O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.
PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.


