17 abril 2012

A Grandeza de Uma Nação

Na sequência desta notícia, resolvi recuperar a seguinte frase do Mahatma Gandhi que, diga-se de passagem, não abono nada a nosso favor:

The greatness of a nation and its moral progress can be judged by the way its animals are treated

 (A grandeza de uma nação e do seu progresso moral pode ser julgada pela forma como trata os seus animais.)

10 comentários:

voz a 0 db disse...

Olá InCitador... Tudo o que move a Maioria é o DINHEIRO/LUCRO... o resto nada importa!

Assim, sobre este tema das galinhas, copiei e colei o meu comentário feito noutro blogue sobre este mesmo tema...

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Adoro os "mas"...
"Direitos Humanos" nem sei porque motivo continuamos a escrever e insistir nesta Ilusão. Outra coisa que também adoro, é verificar a nossa sempre presente capacidade, e esforço, que temos para nos separarmos da nossa condição animal! É delicioso de observar!
A maioria não se vê como um animal, disto tenho a certeza! Como seres, auto-intitulados, inteligentes consideramos todos os animais existentes na Planeta como simples mercadoria... São um "bem"!
No entanto, como somos um Ser Superior a eles (animais), consideramos nosso dever fazer de conta que somos Humanos, e que praticamos a Humanidade em elevado grau, e como tal escrevemos, pois somos capazes de tal feito, umas letras e uns riscos aos quais demos o nome de "Direitos dos Animais"! Na teoria é perfeito. Na prática os animais têm direito a serem criados, engordados, mortos e comidos (ou utilizados para outros fins, decorativos, vestuário, acessórios de moda, etc), pelo meio são alvo de abusos e torturas, e nem na parte de os matar conseguimos fazê-lo sem causar o mínimo de sofrimento, ups enganei-me, animal não sofre, Humano é que sim!
Tirando as raras espécies para as quais os Humanos não ligam, tudo o resto é alvo digno dos "Direitos dos Animais" atrás descritos. E com direitos destes, já os animais dispensam os deveres!
Depois temos os supostos "Direitos Humanos", que a bem ver não passam de "Privilégios Temporários Humanos", e mesmo assim só para alguns, pois nem todos os Humanos podem ter todos os Direitos. Ainda há bem pouco tempo aceitamos de bom grado a tortura e morte de muitos dos Humanos que habitavam numa zona ali no norte de África, sem que tal nos provocasse qualquer tipo de reacção, aliás a MAIORIA apoiou activa ou passivamente. Afinal de contas aqueles Humanos eram invejosos e queriam o petróleo e gás natural só para eles, ou pior que isso, queriam vendê-lo mais caro! Coisa que os "Direitos Humanos" proíbem terminantemente.
Nem me apetece mais delirar sobre isto!
Termino, pois já me estiquei, dando a minha habitual sugestão para um Mundo mais Humano e com mais Direitos:
1º Alterar o genoma dos Humanos com sexo feminino por forma a que passem a ser capazes de por ovos... Se conseguirmos por os Humanos com sexo masculino a por ovos... então é a vitória completa!
2º Através do emprego de hormonas provocar um estado permanente de predisposição para a gravidez e para a produção de leite dos Humanos com sexo feminino...
(afinal de contas se já somos capazes de por vacas a dar leite humano sempre podemos tentar ficar auto-suficientes dos ponto de vista alimentar... ovos e leite já dá boa alimentação!)
Bem, isto se calhar do ponto de vista dos "Direitos Humanos" não é lá muito aconselhável. Mas nunca se sabe o que o futuro nos espera. E uma coisa é certa, se a tal chegarmos podemos estar certos que o discurso será "É do superior interesse das nações, e da espécie!"
Já me esquecia! Os OVOS. Realmente é estupidez. Se podemos colocar 10 galinhas numa gaiola de 50*50*40cm, porque raio é que havemos de colocar só 5?!? Ou pior, porque haveremos de andar a desperdiçar terrenos para as galinhas andarem a ar-livre! Galinha é para por ovos dentro de gaiolas para os Humanos comerem e "mai nada!"
E só para evoluirmos mais um pouco na nossa Humanidade. O que se faz aos pintos machos? Afinal de contas não servem para por ovos, são um "bem inútil" para a industria... É Fácil fazemos isto... Não liguem à parte que diz que é um horror, é só para vos assustar!
Mas, de tanto escrever, fiquei com fome, vou fazer uns ovos mexidos!

incitador@gmail.com disse...

Voza0db,
Estou de acordo com tudo. (E ainda estou boquiaberto após ver o filme dos pobres pintos...)
Temos que ter paciência. Eu prefiro pensar que ainda vivemos numa pré-história daquilo a que poderemos chegar (se não fizermos muitas asneiras pelo caminho!). O potencial humano é grande, daí a vulgar sensação de que somos diferentes e superiores relativamente às outras espécies.

aNaTureza disse...

Já agora...e a indústria do leite?

Os milhares de filhos que esta indústria obriga as vacas a terem, são excedentes a serem completamente incinerados e pagos á cabeça 75 euros para isso mesmo e para a carne não baixar de preço. entre 800 a 1000 por semana só no matadouro de Ponta Delgada, Açores. Esta "medida" económica está "patente" na indústria do leite e penso que abrange toda a Europa. Podem comprovar aqui http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=7048&visual=3&layout=10&tm=5 e em outros documentos na internet.
Está mais do que comprovado que vivemos até melhor sem o leite de outra espécie, é só uma questão de se fazer dinheiro á custa de outras vidas (para não variar).

Para não falar, que mesmo o leite dos Açores, é produzido por animais que comem pastos cheios de químicos sintéticos (herbicidas, fertilizantes) e rações com OGM

A ideia que ainda prevalece é que o leite de vaca é essencial para se manter uma saúde de ferro. Mas estudos põem em causa esta ideia que vinha sendo considerada um dado adquirido. O leite não só não é benéfico como pode pôr em risco a saúde do consumidor. Os números demonstram uma relação directa entre o consumo de leite de vaca e a sua influência na absorção de cálcio, nos índices de osteoporose e de outras doenças.

O leite de cada um dos mais de 4.700 mamíferos da face da terra é formulado especificamente para a sua espécie. Há lactoferrinas e imunoglobulinas especiais (imunizantes específicos da vaca) que são alérgenos para seres humanos.

Mito do cálcio
O leite apresenta uma elevada quantidade de cálcio. O facto de a apresentar não significa, contudo, que seja necessário ao homem o cálcio do leite. Na verdade, a vaca retira-o dos vegetais que consome (digo eu, que os gorilas e outros animais enormes, também).
Os países maiores consumidores de lacticínios são, na verdade, os que apresentam maiores taxas de osteoporose: Finlândia, Suécia, USA, Inglaterra.
Estes factos são acompanhados por números como, por exemplo, o índice de fracturas dos ossos do quadril entre os americanos de origem africana, em relação aos negros da África do Sul, que é 9 vezes maior.
Outro exemplo é a ingestão de cálcio nas localidades rurais da China: 50% menos do que nos USA. E o índice de fracturas ósseas nas localidades rurais da China é 1/5 menos do que nos USA.

Um vegetariano que consuma uma dieta sem proteínas animais e pobre em sódio pode precisar apenas de 500 mg de cálcio por dia. Quem consome uma dieta rica em proteínas e sódio pode precisar de até 2000 mg de cálcio por dia.

Mas a nossa "cultura" faz com que pensemos o contrário.

aNaTureza disse...

Seria bom que a maioria das pessoas tivessem estes conhecimentos.
A falta de respeito pela vida, com o que se sabe hoje, é tremendamente inexplicável.
Tratamos os animais para consumo, como se de objectos se tratasse.
E nisto, a maioria é conivente.


Pergunto-me se teve paciência para ler tudo o que aqui deixei. :)

incitador@gmail.com disse...

aNaTureza,
Sim, tive paciência para ler e também para ver a notícia da RTP. (Espero que entretanto a situação tenha melhorado visto que já passaram 3 anos.)
Note que se os humanos tratam os outros humanos da forma como o fazem, os outros animais não devem esperar muito da nossa parte...

aNaTureza disse...

Olá, a situação não melhorou, é por isso que ainda divulgo a notícia.
É que para haver a quantidade de produtos lácteos e derivados (se formos ver, a grande maioria de produtos, contém-nos), é necessário que as vacas tenham bezerros quase que continuamente. Daí o enorme número de seres que nascem para serem encarados como excedentes. É que essa quantidade de "carne", faria com que o preço da mesma baixasse tremendamente.
Enfim, medidas económicas, num mundo muito pouco sustentável e muito "desumano".
Posso parecer uma pessoa negativa para muitos, mas esta é "apenas" a realidade.
Também acho que se muitos de nós, continuam interessados em divulgar realidades que nos escondem propositadamente, é porque afinal continuamos a acreditar que um dia haverá alguma melhoria.

Obrigada!
Pergunto-me se é preciso paciência ou o contrário...

incitador@gmail.com disse...

ANaTureza,

Eu acho que é preciso muita paciência e, paralelamente, muita dedicação para tentar "converter" as pessoas à nossa volta para as questões da sustentabilidade. Pergunto-me com frequência como podemos efectivamente convencê-las pois sinto que estamos longe de ser eficazes... Acho que a resposta passa por aqui: http://incitador.blogspot.pt/2009/11/citacao.html
Algumas das comunidades que vemos surgir pelo mundo fora estão, talvez inconscientemente, a seguir essa indicação de Buckminster Fuller. A mim, isto dá-me esperança.

PS: Este Sábado, vou visitar Tamera. Penso que será um exemplo dessas comunidades empenhadas em servir de exemplo para o mundo.

aNaTureza disse...

Se não conseguimos fazer mais, isto será mesmo o mínimo a fazer: "ser a mudança que queremos no mundo".

Muitas mudanças já fiz e vou fazendo com este objectivo, principalmente no que toca ao consumo, maneira de viver e trabalhar, estou num "modo" alternativo.

Quanto à citação do Buckminster Fuller, penso que é necessário também combater, pois se assim acontecesse, muitas das opções escolhidas por entidades não revelariam a tamanha falta de respeito para com os cidadãos.
É que através desse mesmo combate, algumas coisas mudaram e neste momento, anda-se a perdê-las.
E faz mesmo "impressão" o grau do "deixa andar".

Mas hei-de ultrapassar esta fase mais sensível, afinal, não vale a pena uma pessoa andar a desgastar-se quando a maioria não quer saber. O equilíbrio é a chave.
Tenho que me rir e gozar como faz o "Mr. Voz" :))

Bom passeio! com certeza será inspirador...

AH! Gosto muito daquele "Pensamento Avulso Sobre a Questão da Idade".

aNaTureza disse...

E continuando o tema "A grandeza de uma nação e do seu progresso moral pode ser julgada pela forma como trata os seus animais" e para que mais alguém saiba, tenho que repartir isto que fiquei a saber ontem através de uma veterinária que conheci ontem.
Aqueles quase milhar de bezerros que são mortos por semana, os excedentes/lixo da indústria de lacticínios, adivinham como são mortos?
Enfiam-nos às dezenas em compartimentos e matam-nos à navalhada…
Recordo que para cada um deles, o lavrador recebe um subsídio de 75 euros.
Quando contou isto até se emocionou, mas como não quer perder o emprego...

Enquanto escrevo isto, tenho a sensação da (quase) inexistência da utilidade do que revelo, mas...

incitador@gmail.com disse...

ANaTureza,

Embora reconheça que os blogues como o meu contribuem (mesmo) muito pouco para a divulgação da informação, estou muito longe de achar inútil continuar a enriquecê-lo e dar motivos para os leitores o enriquecerem, também. Há uns anos, aprendi um truque muito simples que me ajuda a não desanimar. Esse truque consiste em ter sempre as expectativas muito baixas em relação a quase tudo na vida. Como raramente as coisas acontecem da pior maneira, as minhas expectativas acabam quase sempre por ser superadas o que me permite viver tranquilamente.

Essa veterinária terá alguma ideia de como poderemos denunciar essa situação? Haverá algum organismo europeu, de preferência, onde se possa apresentar um protesto sobre essa crueldade subsidiada?
(Se quiser, utilize o meu email para continuar este "debate". Talvez possamos fazer alguma coisa pelos bezerros.)

Obrigado.

O Curso do Crash

O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.



PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.