11 junho 2010

Limpar Portugal... ainda.

É frequente a minha pessoa andar dessincronizada com a sociedade portuguesa. Por esse motivo, não estranhe o facto de eu estar a comentar um evento ocorrido há meses. (Vivo tranquilamente com o meu dessincronismo!)

A iniciativa «Limpar Portugal» foi um sucesso. Eu sabia que o povo iria aderir entusiasticamente a esta causa como fez com outras, no passado. Foi bonito mas eu não aderi. Aliás, fiz questão de NÃO LIMPAR Portugal. Porquê? Por uma razão muito simples. Muito mais importante do que limpar Portugal durante um dia ou dois, é fazer o que eu faço ao longo de todo o ano: NÃO SUJAR Portugal. Todos as minhas decisões, desde que acordo até que me deito, são condicionadas pela minha preocupação em reduzir o meu impacto ambiental. É este tipo de atitude que, se amplamente adoptada, poderá ajudar a Humanidade a desviar-se da sua actual rota - a rota do colapso.

De qualquer modo, e para que fique claro, concordo com a iniciativa. Reconheço que tem alguma utilidade.

20 abril 2010

13 abril 2010

Live Simply


Achei interessante a forma como, algures na Irlanda, alguém pintou numa parede esta frase atribuída a Mahatma Ghandi. Cada dia que passa, fico mais convencido do quão urgente é simplificar o nosso modo de vida...

Foto: André Correia

07 abril 2010

Colóquio


«Em que acreditamos?

Apoiar a nível local Comunidades de Transição, em que haja:

- Respeito pela natureza, e portanto, por nós próprios;
- Moderação na utilização dos recursos;
- Respeito pelos valores tradicionais;
- Valorização da produção local;
- Mais solidariedade.»

27 fevereiro 2010

Desastre "Desnatural"

Pergunto-me como se sentirão presentemente os responsáveis pelo ordenamento do território da Madeira que permitiram que se construísse em locais tão inadequados (leitos de cheias, etc.). Não me parece que a chuva, ainda que extremamente intensa, nesse dia de Fevereiro de 2010, possa ser considerada a responsável pelo desastre. Para mim, tratou-se de mais um "desastre desnatural".

Acho curioso algumas pessoas criticarem o facto da Quercus aproveitar a onda mediática pós-acidente para apontar o dedo às autoridades. Para quem achou pouco oportuna a intervenção da Quercus, aqui fica o aviso feito por essa ONG dois anos antes. Mas, já em 1984, havia quem tivesse chamado a atenção para o problema num artigo aqui mencionado.

Ainda consigo ficar espantado com a irresponsabilidade das autoridades (in)competentes. Na minha perspectiva, são elas as responsáveis pelas dezenas de mortes. Não foi a chuva!

04 fevereiro 2010

We Are All Connected... Sem dúvida!

Forma criativa de apresentar o excelente trabalho de divulgação científica de quatro grandes senhores.



Mais em: Symphony of Science

29 janeiro 2010

A Escravidão da Dívida

«É necessário compreender claramente que a própria dívida é uma ferramenta muito activa de controlo social, mas não da forma mais esperada. Num Sistema Monetário, toda a estrutura se baseia na participação humana. A estrutura é sempre hierárquica, pelo que os que estão no topo da pirâmide beneficiam sempre mais que os que se encontram mais abaixo. Mantendo as pessoas motivadas para terem empregos e com medo de os perderem torna-as subservientes, circunstâncias muito positivas para quem está no topo. Um pessoa, que "precisa" de um emprego, está mais sujeita a ter um vencimento baixo e é menos provável que cause problemas.
Uma das formas mais eficazes de pôr as pessoas a trabalhar e a manterem-se subordinadas é colocá-las na situação de devedoras. Uma pessoa muito endividada será muito mais submissa para com o sistema do que uma pessoa sem empréstimos ou dívidas por pagar. Este mecanismo de "Escravidão da Dívida" é pouco falado e pouca gente chega a pensar nisto. Teoricamente, cada dólar existente tem de ser devolvido ao sistema bancário e, para que isso aconteça, ele tem de ser "ganho" pela parte devedora, normalmente sob a forma de "vencimento" ou "lucro", requerendo um serviço/servidão humano.»
Tradução livre de um excerto do manual do movimento Zeitgeist

Ainda sobre o mesmo assunto, recomendo que veja o seguinte filme (12min).
(Debt=Dívida)




Deveríamos estar conscientes desta realidade antes de recorrermos ao crédito.
(Os valores apresentados no filme são referentes aos EUA mas todo o conteúdo é merecedor da nossa atenção. Além disso, se os EUA se tornarem insolventes, desconfio que será difícil evitar um "efeito dominó" que atingirá muitos outros países.)

O Curso do Crash

O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.



PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.