11 abril 2011

Pensamento Avulso Sobre a Questão da Idade

Vejo o meu corpo como sendo apenas um veículo que permite que o meu espírito se mova neste planeta e que interaja com as restantes formas de vida. (Os carros, barcos, aviões, etc. são, para mim, extensões artificiais desse veículo chamado corpo para que este vá mais além, seguindo a vontade do espírito que o comanda.)

Se me perguntarem que idade tenho, deverei responder que não sei porque, de facto, não faço mesmo a menor ideia de quando terá "nascido" o meu espírito, infelizmente. No entanto, sei que o meu corpo começou a ser construído em meados dos anos '70.

Quem me faz essa pergunta, normalmente, refere-se ao que menos me pertence - ao Corpo, não reparando no facto de eu ser um Espírito temporariamente aprisionado num corpo útil mas efémero, feito com materiais emprestados pela Mãe Natureza. Assim, a pergunta poderia ser: Que idade tem o veículo que o transporta?

1 comentário:

Ana Teresa disse...

Bem visto!
E os veículos que transportamos, andam a ser muito maltratados com toda a espécie de comida morta (e não falo só dos animais) e complectamente adulterada.
A estética é o foco mais alto nesta sociedade, seja ela relativa a objectos ou a seres vivos.
Assim umas maçãs pequenas e irregulares, parecem aos olhos do consumidor comum, piores do que aquelas todas iguais e reluzentes, cheias de aditivos, tanto no crescimento, quanto na apresentação.
Assim uma cadeira de design, poderá só servir para ver, já que o sentar-se nela será um acto desconfortável, mesmo que para adquiri-la tenha que se desembolsar uma quantidade de dinheiro que daria para coisas mais úteis.

Ter e parecer em vez de ser.

O Curso do Crash

O Dr. Chris Martenson enuncia as suas três crenças: que a nossa sociedade irá sofrer mudanças radicais em breve; que essas mudanças poderão limitar a nossa capacidade de resposta; e que dispomos da tecnologia ou conhecimento necessários para construir um futuro melhor. Os próximos 20 anos serão muito diferentes dos últimos 20.



PS: Agora que alguém se deu ao (excelente!) trabalho de o traduzir, tornou-se ainda mais imprescindível.